domingo, 20 de março de 2011

Sem nada o que fazer...vou escrever sobre Ourilândia


Passei muito tempo sem nem ao menos visualizar meu blog. Bem, como o trabalho mudou...e onde moro hoje me possibilita tempo para ler e escrever, acho oportuno voltar a atualizar essa página.
Hoje estou morando em Ourilândia do Norte, trabalhando numa empresa de engenharia (Marka Engenharia) que presta serviço para a Vale. O lugar é pequeno, há 23 anos foi reconhecida como cidade, porém, somente há uns três anos vem se desenvolvendo, ainda de forma lenta, mas existem muitas obras sendo realizadas atualmente.
Mesmo sendo uma cidade pequena, é relativamente violenta. O número de homicídios é alto, e basicamente existem duas causas para as mortes: dívida ou mulher. A polícia não brinca em serviço, quando vai atrás de bandido costuma não prender...se é que vocês me entendem. Particularmente, acho uma boa prática: evita que as cadeias fiquem lotadas, o estado reduz custos e teoriacamente a criminalidade diminui (pelo menos quem morreu não vai mais cometer crimes).
Falta lazer para os moradores, entretenimento, aliás, é a palavra chave para quem quiser investir por aqui. Os finais de semana costumam ser terríveis, precisamos inventar o que fazer para não pirarmos, principalmente por que é normal as pessoas virem para cá sem a família, como no meu caso.
Em relação a emprego, tem pra todo mundo. Só não trabalha quem realmente não quer. Como a cidade e os projetos da Vale estão no início, tem obra e serviço para todo tipo de trabalho. Os aluguéis ainda são muito caros. Costuma se pagar elevados preços por casas equivalentes próximo as praias em São Luis, o que é um absurdo, já que estamos no meio do nada, perto de onde o vento faz a curva. Espera-se diminuir esses aluguéis quando a Vale finalizar a construção da vila para seus funcionários, em torno de 1000 casas.
O clima começa a esquentar, mas ainda estamos no período de chuvas, que deve ir até maio. Depois começa a levantar poeira, porque somente a PA e avenida principal são asfaltadas, e com a falta de chuvas a partir de junho, deve ser um verdadeiro faroeste caboclo.
O trânsito é uma beleza, os motoqueiros costumam tirar os retrovisores das motos porque fica feio...aff...daí vocês tiram o nível.
É isso pessoal, um pouquinho de Ourilândia para você e voltarei a atualizar essa página semanalmente.
Até mais.

sábado, 27 de junho de 2009

Desculpem-me pela demora

Olá pessoal. Sei que faz tempo que não escrevo. Confesso que estava um tanto desanimado. Senti na pele o significado da palavra sustentabilidade. Durante praticamente um ano eu fiquei desempregado e perdi o que sustenta esse mundo globalizado: o dinheiro. Quando eu trabalhava numa ong eu costumava me reunir com famílias carentes para falar sobre ser sustentável, não depender dos outros. O discurso é muito bonito quando estamos por cima. O desafio mesmo é saber como agir quando estamos na parte de baixo da roda.
De um jeito ou de outro, só conseguimos as coisas se tivermos dinheiro. É incrível como as coisas acontecem mais facilmente quando você tem uma boa conta bancária.
Refleti muito nesse período de desemprego (com certeza tive muito tempo para pensar nas coisas). Tristemente aprendi que não adianta ser apenas uma boa pessoa e ter boas intenções com o mundo. Você precisa agressivo, ir atrás do dinheiro a todo custo. Na verdade, é essa a mensagem que eu vou passar pro meu filho (que agora está com dois anos). Lute, de sangue, mas no final, consiga muito dinheiro, de preferência da forma mais fácil, ou seja, vou influenciar meu filho a ser um político, porque assim ele pode ter muito dinheiro, ter imunidade, e sem um trabalho pesado.
Parece que eu misturei os textos, né? Mas não. Minha frustação e meus desejos estão se debatendo nesse momento.
Bem, espero conseguir escrever mais frequentemente nessa página, principalmente agora que estou conseguindo erguer a cabeça novamente.
Um abraço a todos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Fechem Logo Essa Droga de Congresso


Eu sei que o que vou escrever agora é utopia, mas eu sou um idealista e gosto de escrever coisas em que acredito.
Ontem estava vendo o site da Carta Capital e lá tem uma enquete com a seguinte pergunta: Como impedir que o Congresso Nacional continue a chafurdar na lama dos escândalos e se torne cada vez mais irrelevante?

- Aprovar urgentemente uma reforma política ampla e que diminua o fisiologismo
- Fechar o parlamento
- Promover, por meio do voto nas próximas eleições, uma profunda renovação dos deputados e senadores
- Deixar como está. O Congresso funciona bem e cumpre o seu papel
- Tornar a Justiça mais célere na punição de políticos

Bem, vemos logo que não sou apenas eu quem desejaria ver o congresso fechado. Minha reflexão fica em torno da seguinte questão: O que é mais caro para o Brasil: pagar os salários dos senadores e deputados (além de toda a bandalheira que eles promovem) ou promover plebiscitos e referendos para definir leis e questões polêmicas do país?
Gostaria muito que fizessem uma pesquisa (pelo menos estimativa) sobre isso. Tenho quase certeza que os custos com as votações populares seriam infinitamente inferiores aos gastos promovidos pelos ditos representantes do povo (que mentira!).
Todos os dias eu ligo a rádio e ouço os jornalistas comentarem mais um escândalo no congresso e vão contabilizando...esse é o 50°, 51°, 52° escândalo da semana, não para. É imoral o que está acontecendo no país. Realmente somos carentes de lideranças, outrora estaríamos nas ruas exigindo a prisão desses canalhas e respeito com o povo.
E o pior é ouvir a mesma ladainha: “ Isso tudo é perseguição política”. Caramba! Até quando vamos aceitar essa sacanagem toda?
Sei não, mas eu acho que não tem outro jeito, a não ser, fechar o congresso.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Pare e Pague


São Luís ainda é uma cidade pequena, mas está começando a operar como uma grande. Me refiro aos estacionamentos pagos. Em qualquer grande cidade onde quer que você estacione você deve tirar o tíquete e pagar para sair do local.
Como não estamos acostumados a pagar estacionamentos (com exceção da zona azul no centro da cidade e dos flanelinhas em qualquer lugar) fiquei assustado quando o Bradesco começou a cobrar os estacionamentos. Fiquei chateado, mas em se tratando de uma instituição que só pensa em dinheiro, é até normal. Depois um grande hospital privado também começou a cobrar estacionamento. Aí já é sacanagem. Você não está indo fazer compras num hospital, puxa vida! Mas, lembrando que o hospital é privado, novamente pensei que o importante para os donos é o lucro, e nesse caso, porque não cobrar pelos carros e ganhar mais dinheiro?
Agora, um dos poucos centros de lazer que temos – um pequeno shopping Center – começará a cobrar pelo estacionamento. Na verdade, não tem como não ficar chateado com isso, mas...não é o que todo mundo está buscando, isto é, dinheiro? Estou reclamando porque tenho que pagar, mas ficaria feliz se fosse o dono do estacionamento, mas como não sou...
Os empresários estão fazendo a parte deles que é ganhar dinheiro. E nós, consumidores, o que estamos fazendo para mudar isso? Bem, deveríamos, pelo menos, boicotar alguns estabelecimentos. Vamos procurar outros centros de compras que não nos cobrem nada (pelo menos por enquanto), vamos procurar outros bancos ou outros meios de não pagar estacionamentos.
Eu sei que somos um povo pacato, mas por favor, não abusem.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O problema das cotas nas universidades


Existe um ditado no Brasil no qual que devemos acabar com os problemas pela raiz. Sobre a polêmica do sistema de cotas (sociais, étnicas, que nome for) o problema é resolvido pelos galhos, ou pelas folhas, mas a raiz mesmo ainda está longe.
Particularmente não sou a favor de cotas para negros ou índios. Sou até a favor das chamadas cotas sociais, mas entendo isso como um paliativo e não como uma solução definitiva para o problema.
Porque os negros ou índios têm maior dificuldade em entrar nas universidades? Considerando a polêmica da discussão, acredito que a frase acima seja um fato, enfim, não seria por conta do baixo nível educacional nas séries de base? O correto seria elevar e igualar o nível das escolas publicas para que todos tenham o mesmo poder de concorrência numa universidade.
O que quero dizer é que não adianta colocar cotas se os alunos continuarem com um fraco aprendizado no ensino fundamental e médio. È pra lá que a discussão deve se dirigir. É lá que os debates devem acontecer.
Qualquer pesquisa no Brasil mostra que praticamente todo cidadão tem suas origens misturadas: negros, brancos e índios. Digo, como classificar um candidato a uma vaga cotista sendo negro? Eu lembro do caso dos irmãos gêmeos em que um podia ser cotista e outro não!!! Por quê? Outro problema que acontece nas cotas: um aluno negro que estuda numa escola de ponta (particular) tem todo o direito de ser cotista, mas isso seria justo? Claro que não.
De forma paliativa, até que o ensino no Brasil seja digno para todas as pessoas, que as cotas sejam sociais. Se o aluno estudou a vida toda na escola pública (sendo negro, branco ou índio) ele poderia ter direito a cotista.
Sinceramente, eu fico pensando nos alunos que penaram estudando em escolas ruins, conseguem entrar na universidade em função das cotas e que começam a encarar o desafio da faculdade. Os professores vão precisar ter muita paciência para ensinar ou o número de desistência vai ser alto. Fora o constrangimento que há no aluno em sala de aula classificado pela cota. Todos os demais vão querer saber quem é. Isso não gera preconceito? Se não, no mínimo um mal estar social bem grande.
Vamos resolver a base, resolver o problema pela raiz. Se o Brasil conseguir, um dia, deixar a educação nota 10, ninguém vai discutir cota para nada. E assim deve ser.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O problema era a nomenclatura



Muita gente não sabe para que serve o senado, mas uma coisa não podemos negar: a capacidade deles de resolverem os problemas é formidável. Mais uma vez (como sempre) o senado encontra-se cheio de denúncias. São 181 diretores para 81 senadores. Incrível! O hilário da questão foi como eles resolveram esse problema em menos de uma semana. Gente, o problema todo foi causado por conta da maldita nomenclatura. Não eram 181 diretores, apenas 38, os demais eram gerentes, supervisores, que foram confundidos com diretores. Pronto. Resolvido. Não sei porque a imprensa faz tanto alarde com esse absurdo. Talvez tenha sido a má dicção do senador Heráclito ao explicar as coisas.
O pior dessa história toda é a forma como eles tratam essas questões. Praticamente nos chamam de idiotas na cara dura. É muita cara de pau de um político dizer em público que o problema é de nomenclatura. Paciência.
E todos os dias ouvimos problemas no senado. Coitado dos senadores, não conseguem “trabalhar” direito com tanta pressão da mídia com a bandalheira que acontece por lá.
Um dia alguém vai ter coragem de explodir aquela casa com toda a gentalha dentro.

segunda-feira, 23 de março de 2009

São juízes, mas acham que são deuses

É incrível como os juízes brasileiros são intocáveis, incomunicáveis. São os reis do Brasil, ou melhor, acham que são deuses.
Quem já não ouviu histórias de impunidades a juízes, exatamente por serem juízes? E deveria ser justamente o contrário, ou seja, sendo detentor do conhecimento jurídico, deveriam sofrer as maiores punições se fossem pegos em situações ilegais.
Bem, mas quero abordar outra coisa. Estou com um problema com a Claro (cuidado ao comprar modem dessa companhia) e entrei na justiça para cancelar o contrato solicitando liminar contra possível ingresso do meu nome nos órgãos de proteção ao crédito. Bem, mesmo com o processo aberto, recebi da Claro um aviso que meu nome estaria no Serasa caso eu não pagasse as faturas (só para vocês entenderem: nunca funcionou a internet aqui em casa com o modem da Claro, e o próprio técnico da empresa relatou que não existia sinal para a operação, ou seja, não existia serviço, portanto, não poderia pagar nada). Procurei o Procon para me dar mais informações. As advogadas me orientaram voltar ao juizado e falar diretamente com o juiz (hehe até parece), já que na minha petição, a liminar estava sendo solicitada para evitar esse problema. Bom, a primeira vez que eu voltei fiquei de “molho” por quase duas horas para o funcionário me informar que, antes de falar com o juiz eu deveria ter certeza de que meu nome estaria no Serasa – achei errado já que a liminar era para isso ter sido evitado e eu queria apenas que o juiz providenciasse o pedido.
De posse do “nome sujo” voltei ao juizado pedindo novamente para conversar com o juiz. Mais duas horas de molho e sou chamado. Beleza, pensei, vou conversar com o todo poderoso. Que nada, fiquei numa salinha esperando ser atendido (mais uma vez) apenas para o funcionário ver como estava minha situação. Olhou no computador e me informou que meu pedido de liminar fora indeferido. Puta merda, eu pensei, porque razão? Mais uma razão para conversar diretamente com o juiz. Me encaminharam para outra sala para conversar com outro funcionário e de lá fui a outra sala (estava começando a achar que eles estavam me mostrando a estrutura do juizado). Depois de explicar para a quarta pessoa o meu problema e ainda solicitando conversar com o juíz, o funcionário pegou meu processo, pediu que eu aguardasse e disse que iria falar com o juíz. Caramba, quer dizer que eu não posso falar com o todo poderoso? O cara é intocável?
Voltei para casa sem saber se meu processo vai pra frente ou não. E claro, sem conversar com o juiz. Depois o cara da uma de doido e ninguém sabe o porquê.